Tecnologia é usada em prol da saúde e para salvar vidas

Tecnologia de startups é usada na indústria e no tratamento de pacientes

Tecnologia de startups é usada na indústria e no tratamento de pacientes

A tecnologia está sendo usada para salvar vidas. O setor preferido dos investidores é o da saúde porque a ciência moderna é aplicada na indústria e no tratamento de pacientes.

Uma startup acredita que saúde é o maior bem humano e, por isso, desenvolve tecnologias que trazem mais economia, segurança e qualidade para engenharia clínica, gestão e manutenção dos equipamentos e materiais hospitalares.

A ideia de fundar a empresa surgiu do impacto que a tecnologia pode ter na vida das pessoas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada uma hora acontece um acidente envolvendo equipamentos médicos, um a cada 12 pacientes terá seu tratamento afetado e 66% dos casos poderiam ser evitados.

Atualmente, a Arkmeds tem uma taxa de crescimento de 15% ao mês, possui abrangência em todo território nacional e emprega 27 pessoas. Todos os dados são coletados por um aparelhinho, criado em Belo Horizonte pela startup do Pedro Eduardo Santos. Ele monitora e faz testes de estresse em máquinas que não devem parar, porque são importantíssimas para pacientes que estão entre a vida e a morte.

Um deles já está em uso em uma das maiores emergências da capital mineira: o Hospital das Clínicas da UFMG. Ele conseguiu reduzir o tempo de parada para manutenção dos aparelhos. O serviço, que antes levava uma semana, agora é feito em meia hora.

“Imagina só um aparelho de ressonância magnética, por exemplo, a partir do momento que ele fica uma hora sem funcionar o hospital perde muito dinheiro”, disse Santos.

“Com o uso desse equipamento a gente consegue fazer a manutenção aqui no hospital. Então, com isso, a gente ganha um tempo de disponibilidade para uso, atendimento aos pacientes é bem maior”, explicou o engenheiro clínico do HC Robspierre de Carvalho.

O crescimento da startup é vertiginoso: 15% aos mês, segundo os gestores. Com 27 funcionários, ela já conquistou 300 hospitais como clientes no país inteiro.

São números que comprovam que o vento está bem favorável para as startups brasileiras focadas na área de saúde. A quantidade de empresas de tecnologia desse setor quase dobrou nos últimos dois anos e há quem aposte que o que se viu, até agora, e somente a pontinha de um iceberg de oportunidades.

“A gente tem um problema de saúde, da qualidade chegar a todas as pessoas. A gente tem uma questão relacionada à tecnologia, estar disponível a um maior número de pessoas por um custo acessível. Então, existem muitos desafios e muitas soluções esperando ou buscando formas, né, modelos de negócio para serem viabilizadas. E quem está fazendo essa busca são as startups, né”, falou o CEO e fundador do Movimento 100 Open Startups, Bruno Rondani.

Um estudo divulgado pela Organização Anjos do Brasil revela que o segmento de saúde subiu de quarto para segundo lugar, em 2017, no interesse de organizações que buscam ideias inovadoras para investir.

Uma companhia mundial da área farmacêutica está “caçando” startups em toda América Latina. As vencedoras do desafio ganham a chance de executar os projetos em centros de inovação da empresa espalhados pelo mundo.

“Nosso grande objetivo é impactar a saúde humana através da inovação. Hoje em dia nós achamos que não chega fazermos isso através da nossa pesquisa e desenvolvimento externo. Temos que nos virar para o mundo exterior e buscar essa inovação onde ela existir, quer seja um centro de pesquisa, quer seja centros de startup, incubadoras”, exemplificou o presidente da Janssen Farmacêutica, do Grupo Johnson & Johnson, Bruno Costa Gabriel.

A dona Maria de Lourdes Impelizieri, de 80 anos, “faz” uma receita de pizza com a maior satisfação. “A pizza está pronta. Só não dá para comer”. Ela disse que se esquece e passa o tempo interagindo no jogo. “O movimento do meu braço melhorou demais através desse joguinho, porque ele estava tortinho, estava em ângulo, não ficava reto”.

O sistema de gameterapia, que ajuda na recuperação de movimentos do corpo, foi ideia de uma startup de Belo Horizonte que tem apenas quatro pessoas.

“Então, a gente liga o computador e o computador ele lê esse esqueleto, que ele capta, né. Ele interpreta o corpo humano, coloca o esqueleto em juntas, em lugares específicos. E é nisso que a gente trabalha. A gente consegue fazer jogos para membros superiores, a gente consegue fazer jogos para movimento de tronco, movimento de pernas. A pessoa pode jogar, inclusive com o nariz, se ela quiser”, explicou Bruno Batista.

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