Mais do que um evento de tecnologia, Web Summit foi um evento sobre pessoas

Tim Berners-Lee, inventor da web, em apresentação no Web Summit 2018 (Foto: Pedro Fiúza/NurPhoto via Getty Images)

O Web Summit, uma das maiores conferências de inovação e tecnologia do mundo, discute a temática e seus impactos nos mais variados mercados – de economia a saúde ou de automação a marketing. Ao apresentar e consolidar tendências que já vem sendo observadas em outros eventos, reforçou que não existe mais a polarização entre mercado digital ou tradicional – vivemos no “mercado geral em uma economia digital”.

Logo na abertura, Tim Berners-Lee, durante a primeira palestra, apresentou um dos principais marcos que podemos esperar para 2019: metade do mundo inteiro acessando a internet. E propôs uma reflexão sobre o que estamos fazendo para que a internet seja um lugar seguro, aberto, diverso e acessível. É uma preocupação nobre e que vem do próprio criador da internet. Ele lançou a campanha “For the web”, que convida todos os agentes da sociedade – pessoas, empresas e governos – a assinarem um contrato para tornar a internet um lugar melhor.

O Web Summit reúne a elite digital – investidores, CEOs e tomadores de decisão em geral – e mostra que a apesar de ser um evento que propicia a Engineer.ai de levantar um aporte de 30 milhões de dólares, durante o próprio evento, é no fim um ambiente para discussão não sobre sucesso das empresas, mas sobre o propósito que as move.

O ritmo acelerado da globalização tem colocado em evidência temas como confiança, privacidade, inovação e a linha tênue que existe entre elas. Na avalanche de informações que as pessoas recebem todos os dias, ser relevante e confiável tornou-se diferencial no meio de um contexto de fake news.

Paralelamente, no mundo dos negócios, tem sido crescente a preocupação das empresas com relação à segurança da informação e à privacidade dos dados. Afinal, a quem pertence as informações dos consumidores? Foi justamente a capacidade de coletar e aproveitar os dados das pessoas o fator que tornou companhias como Facebook e Google tão valiosas. Nesta era da economia digital, a transparência surge como valor imprescindível e exige dos governos regulamentações para que empresas deixem claro para seus clientes como os dados serão usados, se podem ser apagados e, principalmente, quem poderá acessá-los.

Isso não deve ser uma preocupação apenas das empresas de tecnologia. Os dados fizeram da confiança a nova moeda de troca entre empresas e consumidores. Com eles no centro das estratégias de negócios, fica cada vez mais claro que em um ambiente de super-conexão, se por um momento os consumidores se sentirem vigiados, o impacto para uma marca pode ser inestimável.

A Conta Azul, por exemplo, uma empresa de tecnologia que oferece uma plataforma na nuvem para gestão de negócios, concentra informações de aproximadamente 2% do PIB de pequenas empresas no Brasil em sua base de dados, estando no centro da transformação de seu mercado de atuação. Mais do que democratizar o acesso à tecnologia para pequenas empresas, a Conta Azul dedica muitos esforços para garantir que os dados compartilhados em sua plataforma sejam apenas dos seus clientes. Caso concordem em ter as informações acessíveis para os demais agentes da plataforma – como bancos, instituições financeiras, fintechs e outras empresas de tecnologia – os dados serão compartilhados para que as pequenas empresas tenham acesso à ofertas personalizadas de serviços que ajudarão a impulsionar o seu sucesso.
No fim, as inovações possibilitadas pela tecnologia são apenas um meio. São as pessoas que determinarão o alcance do poder dos dados e são as empresas – lideradas e movidas por pessoas – que vão investir para garantir que essa jornada seja o mais transparente e segura o possível.

*Erica France é publicitária e designer e  líder de Marca e Criação na Conta Azul

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